A identidade empresarial é um importante elemento no dia-a-dia de qualquer empresa estando relacionado com todas as suas áreas de atuação. Para Torquato (2008, p. 52), este conceito pode ser entendido como a verdade de uma pessoa ou produto, através do conjunto de ideias e valores transmitidos por uma empresa que é passada de diversos meios, como por exemplo, televisão, rádio, cinema,vitrine de lojas, isso com a intenção de criar uma “personalidade” para si própria.
Em uma obra mais
recente, Torquato (2008, p. 104) distingue a diferença entre identidade e imagem.
Entende-se
por identidade a soma das características físicas fundamentais do produto da
amálgama de ingredientes que formam sua personalidade e sai composição
manufaturada. A imagem, por sua vez, é a projeção pública (o eco) da identidade
do produto, que equivalente ao território espacial em que circulam mais
diferentes percepções sobre o produto [...] (TORQUATO, 2008, p. 104)
Em concordância com
Torquato, só que em outras palavras, Kunsch (1986, p. 172) afirma que a
identidade corporativa reflete e projeta a personalidade da organização e
consiste no que a empresa efetivamente é, como em sua estrutura institucional
fundadora, seu estatuto legal, o histórico do seu desenvolvimento, seus
diretores, seu local, capital e patrimônio, ou seja, refere-se aos valores
básicos e às características atribuídas as organização.
Torquato (2008, p. 104)
constata que a identidade de uma organização pode ser clara, confusa, difusa e
até mesmo uma “identidade não identificável”, que o publico tem conhecimento
sobre sua existência, mas não percebe o que ela faz.
Por esse motivo, para
construir uma identidade para uma empresa é preciso tempo e investimento, e não
deixar para depois a construção da imagem, por falta de recursos para
investimento imediato, visto que o papel exercido pela imagem institucional pode
depor a favor ou contra a organização.
Uma das finalidades do
profissional de relações públicas, no mundo corporativo, é cuidar da imagem de
uma organização e/ou contribuir para a construção de sua identidade corporativa,
de acordo com Kunsch (1986, p. 170).
Segundo Melo e Paiva (2007,
p. 35), o relações pública contribui de maneira eficiente para o
estabelecimento de uma imagem positiva, já que naturalmente o RP tem como ponto
de referência os mais predominantes interesses do chefe executivo da
organização e também focaliza nos relatórios os aspectos que mais interessam,
na medida em que eles participam do empreendimento de relações públicas e da
imagem corporativa.
Em um contexto de
globalização e mudanças da modernidade, a comunicação assume uma dimensão
estratégica, fazendo com que as empresas percebam essa necessidade básicas de
mostrar quem elas, consolidando sua imagem institucional para assim evitar
boatos e distorções, decorrente da falta de comunicação, seja ela interna ou
externa, de acordo com Matos (2009, p. 61).
Cada
vez mais, a importância da comunicação é destacada como fator fundamental para
a busca constante de melhoria da qualidade no trabalho. Ao englobar a atividade
e as políticas de emissão e capacitação de informações, a comunicação
empresarial solidifica a cultura (crença e valores), as filosofias e
estratégias de ação de uma organização. Ou seja, ela é responsável pela
formação da imagem institucional, o que é considerado pelos grandes gurus do
marketing como o principal patrimônio de uma empresa, uma entidade e até mesmo
de um profissional (MATOS, 2009, p. 61).
Sendo assim, uma organização
que consolidou uma imagem positiva junto ao público, mesmo diante de problemas,
sua credibilidade preservada, contará a seu favor, e consequentemente, maior
facilidade resolverá a “crise” sem abalos catastróficos em sua imagem, mesmo
com o ocorrido sendo verídico. Já o mesmo não acontece com uma empresa que possui
uma imagem negativa, pois terá mais dificuldade em contornar os danos, mesmo
que os fatos acusadores estejam errados.
Credibilidade é o maior patrimônio que uma organização, grande ou
pequena, pessoa jurídica ou pessoa física, pode ter. Para construí-la leva-se
tempo. Anos. Para perdê-la, é rápido, basta um evento. Para reconstruí-la
leva-se ainda muito mais tempo do que sair do nada. Tem que zerar o prejuízo. A
credibilidade se constrói com exemplos, atitudes, coerências, nada que agrida o
conceito que as pessoas têm de você, nada que produza a chamada dissonância
cognitiva, isto é, o rompimento dos padrões cristalizados (NEVES, 1998, p.
85).
O responsável pelo posicionamento e imagem da
organização na sociedade é a comunicação externa que tem seu foco na opinião
pública. E para essa comunicação eficaz é importante compreender os mecanismos
que explicam a lógica do consumo.
A
credibilidade para Mckenna (1997, p. 51 e 89), é a chave para posicionamento no
mercado e para estabelecê-lo, as empresas dependem de publicidade e relações
públicas para reforçar sua posição. Ainda segundo ou autor, o posicionamento da marca desempenha um papel crucial no
êxito ou no fracasso de seu planejamento de comunicação já que ele auxilia
o processo de execução e tem o poder de levar a organização ao sucesso ou ao
fracasso.