As conseqüências do aquecimento global pede urgência e não o alarmismo da imprensa.
A comunicação e o tema “Mudanças Climáticas e Aquecimento Global”, nunca estiveram tão ligados como nos dias atuais. O assunto está na pauta dos jornais, revistas, rádios e TVs, adquirindo uma dimensão popular, disputando espaço com assuntos do cotidiano. Comunicar de modo simples um assunto complexo, tem produzido discussões pouco aprofundadas e conclusões catastróficas. Esse é um assunto delicado, o que exige pelo menos algum respaldo em dados científicos, por parte do comunicador.
Hoje, o meio de comunicação está interessado em apenas publicar o que chama mais a atenção. Já não há como discernir o que é mito de verdade. A pesquisadora da Embrapa, Drª Rosana Higa explica que, de fato, a temperatura do planeta está aumentando devido a sua oscilação normal. Mas a culpa é, indiscutivelmente, do homem por provocar que essa oscilação permaneça por um período maior.
O fator principal que ocasiona as mudanças do clima são os gases de efeito estufa, que contribui com 613% da emissão mundial. Esses gases adquiridos através das diversas formas de energia, como o por exemplo, a combustão de combustíveis fósseis, padrões de consumo desmedidos e desmatamento. As conseqüências pedem urgência e não pânico.
Quando a mídia trata o assunto com um tom catastrófico, a reação das pessoas é de que já não há nada a fazer e que esse problema não tem solução. O comunicador precisa ser realista para estimular as outras pessoas a tomarem as medidas necessárias para minimizar esses impactos.
Para não produzir perigosas confusões e alguma desinformação, a mídia deve substituir seu enfoque de apocalipse por um outro que aprofunde o tema e oriente. Pois, o importante é que a população adquira conhecimentos necessários e verdadeiros sobre os riscos das mudanças climáticas e para terem atitude responsável com o meio ambiente. Este é o grande desafio.

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